A escritora Salete Fernandes, cirurgiã-dentista que mora em Campinas e age em Paulínia, lançou no sábado passado (25), durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o livro Entre Silêncios. A obra reúne poemas e prosas poéticas que abordam temas como identidade, memória, amadurecimento e o processo de reencontro das mulheres consigo mesmas.
Postado através do Selo Capitolinas, a inauguração ocorreu na Casa Literária Tiwaras/Tikunas, Neomarginais e Capitolinas, durante a mesa “Texto híbrido: novos caminhos da literatura contemporânea”, mediada através da escritora Wlange Keindé. Depois de o debate, Salete participou de uma sessão de autógrafos e dialogou com leitores sobre sua trajetória e o processo de criação da obra.
“Participar da mesa foi uma oportunidade de conversar sobre literatura, os caminhos da escrita e os desafios percorridos por nós, autores. Compartilhar esse espaço com outros escritores e com o público ampliou ainda mais a experiência do lançamento, mostrando que a literatura ganha novos sentidos quando é vivida coletivamente”, afirma a autora.
Em sua estreia literária, Salete apresenta um livro de 101 páginas construído a contar da escuta e da reflexão sobre as vivências femininas. A obra está dividida em quatro partes — Silêncios, Despertares, Travessias e Permanências — e utiliza as estações do ano como metáfora para representar as diferentes fases emocionais e transformações vividas pelas mulheres.
De acordo com a escritora, o projeto nasceu de forma espontânea, antes mesmo da ideia de se transformar em um livro. A escrita surgiu da necessidade de registrar sentimentos, memórias e inquietações compartilhadas por muitas mulheres.
“A obra aborda especialmente a forma como muitas mulheres aprendem a silenciar partes de si ao longo da vida para ocupar determinados espaços e assumir múltiplos papéis. O livro nasceu dessa escuta e da tentativa de transformar essas vivências em poesia”, explica.
Para Salete, estrear na Flip — um dos mais importantes eventos literários do país — tornou a inauguração ainda mais especial.
“Levar essas reflexões para a Flip foi muito significativo, porque acredito que a literatura também é um espaço de escuta e reconhecimento. Quando um leitor se identifica com um texto, percebe que sua própria história também merece ser contada”, destaca.
A autora também afirma que a participação no festival foi marcada não somente através do lançamento da obra, mas pelas experiências proporcionadas através do acontecimento.
“A Flip reúne diferentes vozes, perspectivas e formas de pensar a literatura. Além das mesas e da programação, o que mais me marcou foram os encontros espontâneos, as conversas e a sensação de pertencimento a uma comunidade que acredita na potência da palavra”, finaliza.
Outras informações sobre o livro poderão ser detectadas nos perfis @selocapitolinas, @clubecapitolinas, @entresilencios_eversos e @saletefbersan em redes sociais.
Com informações de Noticias de Paulinia

