A Square Enix apresentou uma apresentação de Final Fantasy VII Revelation durante a Brasil Game Apresentação 2026, trazendo novidades no enfrentamento, personagens jogáveis e uma amostra do espetáculo visual que promete marcar o encerramento da trilogia.
A jornada de Cloud Strife está cada hora mais próxima de seu desfecho. Depois de conquistar os jogadores com Final Fantasy VII Remake e expandir consideravelmente a experiência em Final Fantasy VII Rebirth, a Square Enix se prepara para encerrar uma das trilogias mais ambiciosas dos últimos anos. Final Fantasy VII Revelation carrega a responsabilidade de concluir essa releitura de um clássico que marcou gerações, equilibrando nostalgia, novidades e uma narrativa que já demonstrou não ter medo de surpreender os fãs.
Durante a Brasil Game Apresentação 2026, tivemos a oportunidade de conferir a apresentação do esperado título, apresentada no estande da Square Enix. A experiência concedeu um primeiro contato com algumas das novidades da aventura, incluindo mudanças no sistema de enfrentamento, a possibilidade de controlar personagens bastante esperados e uma amostra da grandiosidade visual que a desenvolvedora pretende entregar.
Mesmo com uma apresentação relativamente curta, ficou evidente que Revelation não pretende simplesmente repetir a fórmula dos capítulos anteriores. A proposta parece ser desfrutar os elementos que funcionaram em Remake e Rebirth, acrescentando novas possibilidades estratégicas e preparando o terreno para um encerramento no nível das expectativas.
História: o começo de um desfecho grandioso
Sem entrar em spoilers, a apresentação nos transporta para uma área rochosa, marcada por caminhos estreitos, formações imponentes e um clima que transmite a sensação de estarmos diante de acontecimentos decisivos. Cloud e seus companheiros avançam através do cenário enquanto continuam os rastros de Sephiroth, figura central dos conflitos que movimentam toda a trilogia.
A narrativa preserva o equilíbrio característico da franquia entre momentos de exploração, conversas entre os integrantes do grupo e sequências cinematográficas que reforçam a necessidade dos acontecimentos. Mesmo em um segmento limitado, é provável notar que a Square Enix continua investindo na construção emocional dos personagens, em particular de Cloud, cuja relação com Sephiroth se mantém cercada de tensão e mistério.
Um dos aspectos mais interessantes dessa nova trilogia foi sempre a liberdade criativa usada para reinterpretar acontecimentos do jogo original. Revelation parece disposto a continuar explorando essa possibilidade, levantando indagações sobre o destino dos personagens e sobre como essa versão da história será concluída.
É justamente essa imprevisibilidade que torna o terceiro capítulo tão esperado. A Square Enix tem a oportunidade de entregar não unicamente uma conclusão visualmente sublime, mas também um encerramento capaz de dar sentido às mudanças introduzidas desde o primeiro remake.
Jogabilidade: o enfrentamento ganha novas possibilidades
O sistema de enfrentamento continua sendo um dos maiores destaques de Final Fantasy VII Revelation. A combinação entre ação ao vivo e comandos estratégicos, que se tornou uma das principais características da trilogia, retorna com a fluidez e o dinamismo que conquistaram os jogadores nos capítulos anteriores.
Os confrontos continuam exigindo atenção ao posicionamento, à utilização de habilidades especiais, ao gerenciamento de recursos e à alternância entre os integrantes do grupo. Cada personagem tem características próprias, permitindo diferentes abordagens conforme com os inimigos vistos.
Entretanto, uma das principais novidades apresentadas na apresentação foi o sistema FITS, uma mecânica que acrescenta uma nova camada de personalização às batalhas.
A proposta resgata elementos tradicionais dos RPGs da franquia, em particular o conceito de classes, permitindo que os personagens utilizem recursos adicionais sem abandonar suas habilidades originais. Na prática, isso significa que o jogador conseguirá combinar estilos de enfrentamento e experimentar estratégias que não estavam disponíveis anteriormente.
Uma das possibilidades apresentadas foi a utilização da classe Summoner, que permite invocar criaturas poderosas como Ifrit, Shiva e Titan. Ao invés de aparecerem unicamente durante uma animação de ataque, essas criaturas podem permanecer momentaneamente no campo de batalha, auxiliando nos confrontos e produzindo novas oportunidades ofensivas.
Essa mudança torna as invocações mais participativas e acrescenta uma dimensão estratégica interessante, em particular quando combinadas com as habilidades dos personagens e os ataques coordenados do grupo.
Embora ainda seja cedo para determinar o verdadeiro alcance dessas possibilidades, o sistema FITS demonstra a preocupação da Square Enix em oferecer novidades relevantes sem comprometer a identidade construída nos dois jogos anteriores.
Cid e Vincent finalmente entram em ação
Entre todas as novidades apresentadas, a possibilidade de controlar Cid Highwind e Vincent Valentine sem sombra de dúvidas está entre as mais empolgantes. Ambos personagens já haviam conquistado espaço na narrativa de Final Fantasy VII Rebirth, mas agora assumem um papel mais ativo nos confrontos, trazendo estilos de enfrentamento bastante diferentes.
Cid utiliza sua tradicional lança para executar ataques rápidos, alcançar adversários e fazer movimentos aéreos. Seu estilo favorece uma abordagem agressiva, com golpes que permitem manter a pressão sobre os inimigos e desfrutar a mobilidade para criar sequências ofensivas.
O resultado é um personagem que combina alcance e velocidade, proporcionando alternativas interessantes para quem prefere movimentação frequente durante as batalhas.
Vincent, por outro lado, apresenta uma proposta bastante particular. Utilizando armas de fogo, o personagem consegue atacar adversários à distância, mantendo uma abordagem mais calculada durante os confrontos. Entretanto, seu grande diferencial está na capacidade de se transformar em uma criatura monstruosa, deixando momentaneamente os disparos de lado para executar ataques físicos extremamente agressivos.
Essa alternância entre enfrentamento à distância e confrontos corpo a corpo faz de Vincent um dos personagens mais interessantes do elenco, em particular através da variedade de possibilidades que seu estilo proporciona.
A chegada dos dois amplia as opções de composição do grupo e reforça uma das principais qualidades da trilogia: a capacidade de fazer com que cada integrante tenha uma identidade própria durante as batalhas.
Visual e desempenho: um espetáculo digno da franquia
Visualmente, Final Fantasy VII Revelation preserva o elevado padrão determinado através da Square Enix nos capítulos anteriores. Os modelos dos personagens apresentam um bom nível de detalhamento, enquanto os cenários combinam formações naturais imponentes, iluminação cinematográfica e uma direção artística que valoriza a atmosfera dramática da aventura.
Os efeitos de partículas, as animações das habilidades e a apresentação das invocações contribuem para transformar os confrontos em verdadeiros espetáculos visuais. Mesmo nas batalhas mais simples, existe uma preocupação evidente em transmitir impacto e grandiosidade.
As sequências cinematográficas também seguem surpreendentes, em particular através da expressividade dos personagens e através do cuidado com os enquadramentos e as animações. Outro elemento que merece atenção é a apresentação dos inimigos. As criaturas descobertas durante a apresentação possuem ataques variados e animações elaboradas, enquanto os confrontos contra adversários de maior porte reforçam a escala épica da experiência.
Apesar da qualidade visual, ainda é cedo para tirar conclusões definitivas sobre otimização e desempenho. Uma apresentação preparada para um acontecimento não representa necessariamente todas as condições que avistaremos na versão final, em particular em regiões maiores e momentos de exploração mais complicados.
Ainda assim, a apresentação indica que a Square Enix continua tratando a direção artística e a qualidade das animações como prioridades para o encerramento da trilogia.
Uma experiência promissora, mas ainda com pontos a observar
Embora a apresentação tenha deixado impressões bastante positivas, alguns aspectos ainda precisam ser avaliados com mais profundidade.
O primeiro deles é a dificuldade dos confrontos. Mesmo com inimigos visualmente surpreendentes e chefes que exigem atenção às mecânicas, as batalhas apresentadas não parecem explorar completamente o potencial estratégico do sistema de enfrentamento.
Isso não significa necessariamente que o jogo final será fácil, já que demonstrações de eventos costumam receber ajustes para permitir que o público experimente o conteúdo dentro de um momento limitado. Entretanto, será importante observar se Revelation conseguirá oferecer desafios que realmente incentivem a utilização de todas as ferramentas disponíveis.
Outro momento que merece atenção é a exploração. A apresentação apresentou um percurso relativamente linear, concentrado em pequenos trechos de movimentação e sequências de enfrentamento. Depois da liberdade concedida por Rebirth, existe uma expectativa natural de que o terceiro capítulo consiga equilibrar momentos mais direcionados através da narrativa com ambientes amplos e atividades secundárias relevantes.
A Square Enix ainda precisa apresentar como pretende organizar essa estrutura no decorrer da aventura completa. O potencial está presente, mas será necessário aguardar para descobrir se todas essas novidades funcionarão de maneira equilibrada durante as dezenas de horas de jogo.
Primeiras impressões: um encerramento que promete ser inesquecível
Final Fantasy VII Revelation deixou uma impressão bastante positiva em sua passagem através da Brasil Game Apresentação 2026. A Square Enix parece compreender a necessidade de encerrar essa trilogia com a mesma ambição que marcou seus capítulos anteriores, apostando em melhorias no enfrentamento, maior variedade de personagens jogáveis e uma apresentação audiovisual de altíssimo nível.
A chegada de Cid e Vincent ao elenco controlável representa uma evolução importante, enquanto o sistema FITS demonstra que ainda existe espaço para expandir as possibilidades estratégicas de uma fórmula que já funcionava muito bem.
Por outro lado, questões relacionadas à dificuldade, à exploração e ao equilíbrio das novas mecânicas ainda precisarão ser respondidas através da versão completa.
Mais do que entregar batalhas espetaculares, Revelation terá a responsabilidade de concluir uma história que acompanha milhões de jogadores existe décadas. Depois das mudanças narrativas introduzidas por Remake e Rebirth, a expectativa por esse desfecho é enorme.
Se a Square Enix conseguir combinar a qualidade apresentada na apresentação com uma narrativa emocionante e um sistema de enfrentamento verdadeiramente desafiador, Final Fantasy VII Revelation tem tudo para se tornar um dos grandes lançamentos de 2027.
Final Fantasy VII Revelation tem lançamento previsto para 8 de abril de 2027, com versões anunciadas para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
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Com informações de Portal do Nerd
