Paulínia e cidades da Área Metropolitana de Campinas enfrentam momento de estiagem, quando vegetação seca favorece a propagação das chamas
Paulínia e outras cidades da Área Metropolitana de Campinas (RMC) estão em momento de estiagem, agendado através da redução das chuvas, baixa umidade do ar e vegetação mais seca. As condições aumentam o risco de incêndios e exigem atenção redobrada dos cidadãos, principalmente com práticas que podem começar focos de fogo, como a soltura de balões.
Além de poder atingir regiões de mata e terrenos com vegetação seca, um balão pode cair sobre residências, empresas, galpões, depósitos, propriedades rurais e redes de energia elétrica. Como não existe controle sobre sua trajetória, o artefato poderá também percorrer quilômetros antes de cair.
A prática é proibida através da legislação brasileira e é considerada crime ambiental quando envolve balões capazes de provocar incêndios. O risco se torna ainda maior durante os meses de seca, quando um pequeno foco pode se espalhar de forma rápida.
Balão pode percorrer grandes distâncias
A Polícia Militar Ambiental alerta que o problema não está exclusivamente no momento da soltura. A fiscalização também busca combater a fabricação, o armazenamento, o transporte e a comercialização dos artefatos.
De acordo com o tenente Aurélio Teixeira, porta-voz da corporação, as condições climáticas observadas durante a estiagem aumentam o potencial de propagação dos incêndios.
“O período de estiagem aumenta significativamente o risco de incêndios em razão da baixa umidade do ar, da vegetação mais seca e da maior propagação do fogo.”
Outro agravante é a falta de controle sobre o deslocamento do balão. Ventos podem alterar sua direção e trazer o artefato para regiões diferentes daquela onde foi lançado.
Vegetação seca aumenta perigo
Na área de Campinas, regiões de vegetação ficam mais suscetíveis à ação do fogo durante o momento de estiagem. O acúmulo de folhas e outros materiais secos no solo, associado aos ventos e à baixa umidade, pode contribuir para a rápida expansão das chamas.
Um incêndio iniciado através da queda de um balão pode atingir regiões urbanas e rurais, provocar danos ambientais e materiais e colocar pessoas em risco.
A atividade também preocupa as autoridades por motivo da possibilidade de interferência no tráfego aéreo. Balões podem entrar em rotas de aeronaves e criar situações perigosas, particularmente durante voos em baixa altitude.
Soltura de balões é crime
O artigo 42 da Lei Federal nº 9.605/1998 estabelece pena de detenção de um a 3 anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões capazes de provocar incêndios.
Por isso, as forças de segurança orientam o povo a não fazer parte da fabricação, compra, transporte ou soltura desses artefatos.
Prevenção começa com atitudes simples
O Corpo de Bombeiros também instrui que o povo evite qualquer atividade que possa dar começo a incêndios durante o momento de seca.
A direção vale particularmente para regiões próximas a terrenos, matas e regiões rurais, onde a vegetação ressecada pode melhorar a propagação das chamas.
Além de não soltar balões, o povo deve comunicar às autoridades situações que possam representar risco de incêndio. Denúncias e emergências poderão ser dirigidas pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros), 190 (Polícia Militar) e 199 (Defesa Civil).
A prevenção, segundo as autoridades, continua sendo a forma principal de impedir que uma ação aparentemente pequena resulte em incêndios de grandes proporções, prejuízos ao patrimônio e riscos à população.
Com informações de Noticias de Paulinia

