A paralisação dos trabalhadores terceirizados que atuam no complicado industrial da Rhodia, em Paulínia, entrou no terceiro dia quinta-feira agora (23), sem que houvesse um acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinticom) e as empresas prestadoras de serviços.
O movimento foi iniciado depois de a categoria rejeitar, em assembleia, a proposta apresentada pelas empreiteiras durante a campanha salarial. Desde então, os trabalhadores permanecem mobilizados de frente à unidade, aguardando uma nova rodada de negociações.
Entre os pontos promovidos pelas empresas estavam reajuste salarial de 6,8%, aumento do vale-alimentação para R$ 1.250, concessão de R$ 250 para o lanche da tarde e cesta de Natal de R$ 330, além da manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do convênio médico. Para os trabalhadores, no entanto, a proposta não atende às reivindicações da categoria.
Depois de ser comunicado de forma oficial sobre a decisão da assembleia, o grupo de empreiteiras informou ao sindicato que irá se unir para discutir uma nova proposta, que precisará ser apresentada nos próximos dias. Até lá, a greve continua mantida.
A mobilização ocorre pouco mais de um mês depois de outra paralisação planejada através do Sinticom no polo petroquímico de Paulínia. Na ocasião, trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan) permaneceram 16 dias em greve, encerrando o movimento depois de a aprovação de um acordo que assegurou reajuste salarial de 7%, aumento de 10% no vale-alimentação e reajuste de 7,14% na PLR.
Rhodia afirma que produção não foi afetada
Em comunicado, a Rhodia informou que acompanha a situação envolvendo trabalhadores de empresas terceirizadas responsáveis por serviços de montagem e construção civil. A empresa ressaltou que as negociações trabalhistas são conduzidas exclusivamente entre o sindicato da categoria e as empresas contratadas.
De acordo com a companhia, a paralisação não compromete as atividades industriais da unidade de Paulínia, que continua operando normalmente, sem impactos na produção.
Enquanto as negociações não avançam, os trabalhadores permanecem mobilizados, aguardando uma nova proposta que possa encerrar o movimento grevista.
Com informações de Noticias de Paulinia

