As Educadoras Infantis de Paulínia protagonizaram, nesta quinta, 27 de agosto, mais um importante ato de garra, planejamento e combatividade em defesa de seus direitos. O STSPMP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia) esteve presente no Paço Municipal, junto às trabalhadoras, reafirmando seu comprometimento com a luta coletiva através do REENQUADRAMENTO das Servidoras.
Este ato é reflexo das incalculáveis tentativas de negociação, reuniões, apresentação de propostas, definição de prazos, momentos de espera e até mesmo adiamentos de mobilizações, sempre na expectativa de que a Gestão abrisse um processo efetivo de diálogo. Entretanto, diante da ausência de avanços e de uma resposta concreta da Prefeitura ao Movimento Somos Todas Professoras e ao Sindicato, as Educadoras decidiram PARAR outra vez.
Na parte da tarde, diretores do STSPMP estiveram no Ministério Público (MP) para protocolar uma Notícia de Fato, formalizando a situação enfrentada pelas Educadoras em Paulínia. Ao trazer a situação ao MP, o Sindicato comprova a defesa de condições de trabalho dignas, do respeito aos direitos da Servidoras e do cumprimento das garantias legais. Seguiremos acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para preservar que a situação seja devidamente analisada.
A PARALISAÇÃO, portanto, não é uma escolha precipitada: é resultado da falta de solução para uma reivindicação legítima e construída coletivamente. As trabalhadoras deixam claro que não aceitarão nenhum direito a menos, pois exercem a mesma função docente e reivindicam o devido reconhecimento na carreira.
A Lei Federal nº 15.326/2026 reconhece a natureza docente do trabalho exercido na Educação Infantil. Para o movimento sindical e as trabalhadoras, esse reconhecimento não pode permanecer unicamente no papel: precisa se transformar em valorização profissional, reenquadramento, carreira e direitos correspondentes à função efetivamente exercida. Mas nossa luta vai muito além do salário: envolve jornada, 1/3 de hora-atividade, evolução funcional, direitos e valorização profissional, sem deixar nenhuma Professora para trás por sua situação funcional.
REPERCUSSÃO NA MÍDIA
O ATO ganhou ampla repercussão nos meios de comunicação e demonstrou a dimensão dessa luta: mais de 1.200 alunos ficaram sem aulas. O número evidencia a necessidade do trabalho dessas profissionais para a Educação Infantil e, ao mesmo tempo, evidencia a força da mobilização das trabalhadoras quando seus direitos são colocados em pauta. O movimento seguirá firme, planejado e mobilizado, aguardando uma resposta concreta da Prefeitura e a retomada de um diálogo sério com as Educadoras e sua representação sindical.
AVALIAÇÃO DO STSPMP
“As Educadoras Infantis de Paulínia estão mostrando, com organização e unidade, que não abrirão mão da dignidade profissional e de uma carreira compatível com a docência exercida diariamente. Se a docência é reconhecida, esse reconhecimento precisa se concretizar também na carreira e nos direitos que dela decorrem. A luta continua e o Sindicato seguirá ao lado das trabalhadoras, fortalecendo a mobilização e defendendo nenhum direito a menos!”
CONTINUAMOS EM ESTADO DE GREVE!
EM BREVE DIVULGAREMOS NOVA ASSEMBLEIA!
Fonte: stspmp
