A Bayer abriu inscrições para o Programa de Estágio 2026, com oportunidades na unidade de Paulínia (SP). O processo contempla estudantes dos níveis Superior e Superior Agro, que conseguirão atuar nas três divisões de negócios da multinacional – agrícola, farmacêutica e de bens de consumo – além das regiões corporativas.
O programa proporciona duas modalidades. A primeira é o Estágio Superior, voltado a universitários a começar do 3º semestre da graduação ou do 1º semestre de cursos tecnólogos, com através do menos um ano disponível para estágio. Já o Estágio Superior Agro é direcionado a alunos de Agronomia ou Engenharia Agronômica no último ano da graduação, desde que já estejam liberados das aulas presenciais, com disponibilidade entre cinco meses e um ano.
A bolsa-auxílio varia conforme a modalidade: R$ 2.100,00 para estágio de 30 horas semanais (nível superior) e R$ 2.800,00 para estágio de 40 horas semanais (nível superior agro).
“As edições do programa têm mostrado que o estágio na Bayer é mais do que uma experiência de aprendizado e inovação; é também um espaço de transformação pessoal. Queremos que cada estagiário se desenvolva, traga novas ideias e encontre propósito no que faz. Nossa proposta é valorizar os talentos em um ambiente inclusivo, no qual todos possam alcançar seu máximo potencial”, destaca Gisele Silva, Coordenadora de Atração de Talentos da Bayer no Brasil.
Os cadastramentos estão abertas até 21 de setembro e precisam ser feitas através do site da companhia.
Benefícios
O programa proporciona pacote completo de benefícios, estruturado em três pilares: equilíbrio, saúde e finanças. Dentre eles estão: assistência médica e odontológica (com extensão para dependentes), auxílio psicológico, nutricional, pedagógico e jurídico através do programa Conte Comigo, Wellhub (rede de academias), subsídio para remédios Bayer, seguro de vida, modelo de trabalho flexível (dependendo da função/localidade), além de transporte e refeição em algumas unidades. Os benefícios dependem das vagas e localidades de atuação.
Estágio não tem idade
No ciclo mais recente do programa de estágio, iniciado no mês de agosto de 2025, 75% dos ingressantes no programa de estágio foram mulheres, 37% pessoas negras, 6% pessoas com deficiência, 2% pessoas trans e 1% com mais de 40 anos. “Para nós, inclusão e diversidade são valores essenciais e estimulam a inovação. Somente um time diverso, com diferentes experiências e visões consegue encontrar soluções coletivas para os desafios em saúde e agricultura. Ainda temos uma longa jornada à frente, mas a Bayer trabalha com consistência para atingir o seu objetivo de uma empresa e uma sociedade mais equânime e bem representada. O programa de estágio é parte disso”, ressalta Gisele.
Histórias como as de Marcelo da Silva Ramos, de 50 anos, e Rose Domingos, de 45, demonstram que a idade, por exemplo, não precisa ser um obstáculo, e que pode ser um ativo poderoso quando existe propósito e vontade de aprender. Ambos decidiram se reinventar em um momento da vida em que muitos já estão consolidados profissionalmente. Optaram por começar uma graduação, enfrentaram receios, mudanças de rota e o etarismo no mercado de trabalho. Hoje, são estagiários que inspiram uma nova geração de profissionais maduros.
Estagiário de Engenharia Mecânica, Marcelo age na área de Suporte Técnico e está no 9º momento da graduação. Desde fevereiro de 2024, contribui com projetos que vão desde a calibração de pneus até suporte à formulação e envase nas fábricas. Antes de chegar à engenharia, teve uma trajetória bastante diversa. Depois de servir no quartel e atuar no comércio, trabalhou no setor cultural e mergulhou por mais de uma década no mundo da dança, onde atuou na gestão de escolas e eventos.
“Mesmo com formação sólida e experiência de vida, enfrentei o etarismo. Em muitos processos seletivos, minha idade era uma barreira antes mesmo de eu conseguir mostrar quem sou. Já na Bayer, isso nunca foi uma questão. Fui avaliado pelo meu potencial e dedicação”, relata.
A história de Rose Domingos também é marcada por coragem e reinvenção. Seu primeiro emprego veio unicamente em 2003, depois de se dedicar ao cuidado da casa, amparando sua mãe. Trabalhou por 12 anos no setor de telemarketing, onde chegou a recusar uma promoção para coordenação ao sentir o chamado para algo novo: empreendeu com um food truck por um ano, até decidir se reinventar.
“Depois de um ano como autônoma, decidi cursar uma graduação. Quando me inscrevi na faculdade, tive receios, mas minha vontade foi maior. Encarei com naturalidade. Obstáculos teremos em todos os momentos, precisamos quebrar barreiras”, conta Rose, que iniciou o curso de Recursos Humanos em 2023 e hoje se faz como estagiária na área de recrutamento e seleção. “Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Me sinto no caminho certo”.
Com informações de Noticias de Paulinia

