Neste emblemático Dia da Educação Infantil, celebrado em 25 de agosto, as Educadoras da rede municipal de Paulínia estiveram na sede do STSPMP em assembleia, símbolo de uma resistência planejada. O encontro serviu como um balanço rigoroso dos desdobramentos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) e seus reflexos na estrutura educacional, no bem-estar das Servidoras e, sobretudo, no desenvolvimento das crianças.
Com a presença do Dr. Alexandre Mandl, advogado do Sindicato e do movimento “Somos Todas Professoras”, a reunião iniciou com um panorama jurídico claro, contextualizando as alterações legislativas e apontando para um cenário de disputas que ainda exige extrema vigilância.
Vitórias e batalhas pendentes
A avaliação coletiva apontou que a resistência incansável da categoria tem rendido frutos importantes, mas a situação se mantém complicada e repleta de obstáculos. O imbróglio está longe de ser resolvido devido a várias medidas equivocadas que a gestão municipal continua a adotar. A Prefeitura Municipal insiste em um caminho de desmonte e retrocesso, que é veementemente rejeitado através do conjunto das trabalhadoras. A luta, portanto, precisa se intensificar, ecoando não unicamente localmente, mas também em âmbito nacional, com a participação ativa de uma Comissão de Paulínia em audiência pública no Senado Federal.
Além da análise estratégica, o momento foi crucial para ouvir os relatos das próprias Educadoras, que trouxeram à tona problemas graves e elucidativos. Foram expostas denúncias de irregularidades em diversas unidades escolares, impasses pedagógicos não resolvidos e graves consequências para o processo de ensino-aprendizagem. Questões críticas como a composição da jornada de trabalho, registros funcionais incorretos e aspectos administrativo-financeiros nebulosos foram destacadas, pintando um quadro de instabilidade e falta de segurança que ameaça diretamente o ano que vem letivo e a própria carreira.
Mobilização permanente
Diante desse cenário preocupante, a categoria deliberou através da continuidade da mobilização permanente, articulando-se com a Comissão de Servidoras e com o Conselho Municipal de Educação – que já emitiu um parecer técnico fundamental sobre o caso. A estratégia inclui a elaboração de protocolos e materiais robustos para subsidiar todas as denúncias e apontamentos, assegurando o monitoramento minucioso de cada decisão. Para manter o impulso e acompanhar os novos capítulos desta disputa, foi convocada uma nova assembleia para segunda, dia 1º de setembro, às 18h30, na sede do Sindicato.
A luta, definitivamente, continua. E está mais unida do que nunca.
Fonte: stspmp
