BrasilCorpo do garoto de 11 anos foi achado por ribeirinhos; bombeiros fazem buscas através do irmão mais novo através do terceiro dia / Redes sociais Os irmãos Davi Araújo da Silva, de 8 anos, e José Araújo da Silva, de 11, desapareceram nas águas do Rio Juruá enquanto brincavam em uma praia no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. O acidente ocorreu no começo da tarde de domingo (9/8), quando os rapazes estavam no rio auxiliados de um tio.
Na manhã dessa segunda-feira (10/8), ribeirinhos que participavam das buscas encontraram o corpo de José a em torno de 300 metros do ponto onde os irmãos haviam desaparecido. As equipes seguem procurando por Davi na próxima terça (11/8).
Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros retomaram os trabalhos por volta das 6h. Esta é o terceiro dia de buscas através do garoto.
Pai acompanha buscas O pai dos irmãos, Wilson Araújo, acompanha as buscas desde o desaparecimento das crianças. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, ele contou que trabalhava em uma área próxima quando ouviu familiares pedindo socorro.
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Wilson correu até a margem do rio, mas não conseguiu encontrar os filhos.
“Escutei a minha concunhada gritando e me chamando que meus filhos estavam se afogando. Desci para a praia, mas não encontrei mais eles”, relatou.
Moradores e ribeirinhos da área também se mobilizaram para auxiliar nas buscas.
Com um dos filhos já achado sem vida, Wilson agora espera que Davi também seja localizado. “Fazer um enterro digno, até mesmo por causa da minha esposa. Se não achar, vai ficar uma falta maior ainda”, falou.
Bombeiros fazem buscas no fundo do rio O Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, afirmou que militares utilizam técnicas de mergulho em leque e em zigue-zague para percorrer o segmento do rio onde Davi pode estar.
O trabalho é tido difícil porque os mergulhadores não conseguem enxergar dentro da água. A localização é feita principalmente através do tato.
A movimentação dos sedimentos também dificulta a operação. Como o nível do Rio Juruá pode subir ou baixar, a areia e outros materiais presentes no fundo se deslocam com a correnteza, o que pode alterar a posição do corpo.
“O Rio Juruá não permite visibilidade, então toda essa busca feita no fundo do rio é através do tato”, explicou.
Com informações de Metropoles

