BrasilEx-governador de Goiás, Ronaldo Caiado ainda criticou a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e atuação do PT na segurança pública VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoO candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) afirmou na próxima sexta (7/8) que, se eleito, governaria “tranquilamente” com emendas parlamentares. Ele também defendeu que estes recursos teriam de ser destinados ao plano de governo do Executivo.
Em entrevista à Globonews, Caiado afirmou que o cenário atual é uma “desestruturação do presidencialismo no Brasil” e criticou a existência de emendas impositivas, aquelas nas quais parlamentares (como vereadores, deputados ou senadores) indicam recursos do orçamento público para obras e serviços, e o governo tem a obrigação de pagar.
“Nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi isso na minha vida. Você tem uma desordem institucional hoje completa”, afirmou.
Facções Na área da segurança pública, o goiano exaltou resultados que conseguiu em Goiás como governador, e afirmou que, no primeiro dia como presidente, vai capacitar as facções criminosas como “terroristas domésticos”, argumentado que a medida é necessária para resolver o domínio do tráfico na Amazônia.
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“Primeiro dia de governo meu, vou qualificar como terrorismo doméstico [facções criminosas]. Poder usar todas as minhas forças policiais para entrar na Amazônia. Não tem como eu entrar na Amazônia com policial militar. Como que eu vou entrar nos rios, nos aeroportos? Aí, vou usar Aeronáutica, Marinha, Exército”, explicou, caso seja eleito.
Segundo Caiado, sem uma medida como esta, “o Brasil vai para a ‘mexicanização’”. Ele ainda afirmou que pretende criar uma polícia transnacional na América do Sul, com os 10 países que fazem fronteira com o território brasileiro.
O candidato criticou a atuação do governo Lula no enfrentamento às facções e voltou a afirmar que “o PT é conivente com o narcotráfico”.
Perguntado sobre o que acha da classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por parte do governo dos Estados Unidos, Caiado desconversou. Ele afirmou que, se eleito, terá “conversas de alto nível” com o presidente Donald Trump.
Quanto à Polícia Militar, o candidato mostrou-se contrário às câmeras corporais, como adotadas no estado de São Paulo.
Caso Master Ronaldo Caiado foi perguntado na entrevista por que mudou a postura em relação a Flávio Bolsonaro (PL), passando a o criticá-lo mais recentemente. O goiano respondeu que “os fatos” o fizeram mudar, e citou os vazamentos da relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Os fatos [fizeram eu mudar postura com Flávio Bolsonaro]. […] Não é normal [um senador pedir dinheiro a um banqueiro]. Até porque, eu tenho muitos anos de vida pública, e vocês nunca me viram em mensalão, nem rachadinha, nem petrolão, nem INSS, nem Banco Master. Vocês nunca me viram em nada”, ressaltou.
Caiado afirmou que, em primeiro, momento, preferiu não criticar Flávio para dar tempo de ele se explicar. “Então, se tem uma denúncia, a pessoa que vá lá e se defenda”.
“Agora, chega lá e diga: isso é mentira, tá aqui, eu comprovo, o gasto é esse. E aí, tudo bem, acabou. Agora, não é porque a pessoa tem uma primeira informação que você já vai crucificá-la”, complementou.
Com informações de Metropoles

