Danilo Barros vence as eleições e agora Paulínia pode ter nova instabilidade política
Domingo agora, 6, o candidato Danilo Barros (PL) foi eleito prefeito de Paulínia. Barros ficou à frente do ex-prefeito Edson Moura (Avante) e do deputado Dirceu Dalben que ficou na terceira posição. Robert Paiva (União) ficou em 4º lugar; Tuta Bosco na quinta posição; Lafaite Biet (PT) em sexto; Priscila Bittar (PSB) na sétima posição; Jurandir Bonomi (Novo) em oitavo e por final Dr. Marquinhos (PMB) na nona posição.
Com o resultado, Paulínia pode confrontar uma nova instabilidade política. Isso porque Danilo Barros responde a um processo criminal que pede sua prisão e perda de direitos políticos. Barros enfrenta acusações de corrupção passiva, por ter, supostamente, aceitado cargos comissionados em troca de rejeitar a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) contra o então prefeito Dixon Ronan, em 2017.
A ação, que corre em segredo de justiça, foi uma investigação dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Coordenado, o GAECO, do Ministério Público.
As CPIs investigariam supostas irregularidades nos contratos de coleta de lixo e merenda escolar, firmados sem licitação, com valores superiores a R$ 13 milhões. Barros e outras 12 pessoas (incluindo seu vice Edilsinho Rodrigues) respondem ao processo, que corre em segredo de justiça. Se condenado, Danilo Barros conseguirá ser detido e perder seus direitos políticos por até oito anos, além de ser afastado do cargo de prefeito, caso seja eleito.
Diante dessa situação Paulínia pode confrontar mais uma fase de incertezas políticas, podendo até precisar de novas eleições, como já ocorreu em 2019. Ou seja, um cenário de instabilidade que trará o município a mais um ciclo de disputas judiciais e incertezas administrativas.
Com informações de Diário de Paulínia

