ABSURDO: Alunos passam sufoco em Paulínia em salas de aula sem ar-condicionado; enquanto Cazellato instala novos aparelhos para seu gabinete
A Secretaria de Educação de Paulínia tem, só para este ano de 2024, um orçamento disponível de quase R$ 600 milhões de reais. Mesmo com todo esse dinheiro, 95% das escolas e creches da cidade não possuem aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula para os alunos.
Lembrando que, em 2024, o Brasil tem batido recordes de elevadas temperaturas. Em Paulínia, no dia mais quente do ano no município, a temperatura chegou a 37,2 °C, e umidade do ar em torno de 25%, com sensação térmica de 42 °C, segundo dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.
Para piora a situação, a falta comprometimento e planejamento da gestão Du Cazellato, que agora apoia Danilo Barros como candidato a prefeito nestas eleições de 6 de outubro; chega à beira do absurdo nesta situação alarmante com os alunos de Paulínia, que segundo os pais, literalmente “fritam” nas salas em dias de calor.
Isso porque, veja este exemplo do que ocorreu na escola Professor Dr. José Dalmo F. B. de Mattos, no Morro Alto (VÍDEO), onde a Prefeitura chegou a fazer a instalação de aparelhos de ar-condicionado, mas adivinhem! Segundo pais de alunos que falaram com nossa reportagem, os aparelhos não poderão ser ligados, senão derrubam a energia de todo o edifício. Isso porque, segundo os pais, a Prefeitura não fez a readequação da infraestrutura elétrica do edifício necessária para receber os aparelhos.
Nossa reportagem foi até a unidade e constatou que até um poste com transformador foi instalado ao lado de fora da unidade, mas que aparentemente não foi feita a ligação com o edifício. Também verificamos vários aparelhos desligados. Até tentamos falar com a direção da unidade, que nos informou que não poderia se pronunciar.
Um pai de estudante falou: “isso aí é uma piada de mau gosto desse prefeitinho! Está aí, ó! Tem os aparelhos, tudo instalado, mas não pode ligar, porque a fiação da escola não suporta, a Prefeitura não fez essa parte! Corre o risco até de pegar fogo se tentar ligar. Enquanto isso, as crianças ficam lá nas salas passando mal com o calor”, falou Fernando Souza.
Mas teve ar-condicionado para o gabinete do prefeito Du Cazellato
Enquanto alunos e professores sofrem com a situação, a Secretaria Municipal de Chefia de Gabinete adquiriu, em 2023, ao preço de mais de R$ 22 mil, dois aparelhos de ar-condicionado de 36 mil BTUs, para atender o gabinete do prefeito Du Cazellato e do vice Sargento Camargo.
No mês de maio, Cazellato já tinha negado pedido de vereador para a instalação de ar-condicionado em sete escolas da cidade
No mês de maio deste ano, a gestão do prefeito Du Cazelatto recusou sete emendas ao orçamento apresentadas através do vereador Tiguila Paes (CID), que juntas somavam mais de R$ 376 mil que seriam destinados para a instalação de aparelhos de ar-condicionado em escolas da cidade.
A justificativa da Prefeitura para a recusa foi de que as sete escolas indicadas através do edil não possuem infraestrutura elétrica para receber os aparelhos e que seriam necessários a elaboração de projetos arquitetônicos e elétricos para isso.
As escolas indicadas através do vereador que seriam contempladas eram: EMEFM Maestro Marcelino Pietrobom, no Jd. Planalto; EMEFM Victor Szczepanski, no Centro; EMEFM Odete Emídio de Souza, no São José; EMEFM Elvira Cássia de Oliveira, no São José II; EMEFM Yolanda Tiziane Pazetti; no Monte Alegre III; EMEFM Ângelo Corassa, no Monte Alegre; e EMEFM Nelson Alves Aranha, no Bom Retiro.
Existe tempos que pais e mães de alunos reclamam que as salas de aula das escolas de Paulínia não possuem aparelhos de ar-condicionado, fazendo com que estudantes passem sufoco com as altas temperaturas, já que o calor intenso, comprovadamente, dificulta o processo de conhecimento. Professores e demais trabalhadores da educação também sofrem com a falta de ar-condicionado nos ambientes de trabalho.
Tentamos contato com a Prefeitura para saber sobre a situação, mas não obtivemos retorno.
Com informações de Diário de Paulínia
