Um levantamento recente sobre o percentual de óbitos por tipo de transporte da vítima mostra um cenário preocupante no trânsito, com forte predominância de mortes envolvendo motociclistas. As informações do sistema Infosiga SP, vinculado ao Detran-SP, avaliam o momento de março de 2025 a fevereiro de 2026.
Conforme o estudo, 48% das vítimas fatais estavam em motos, tornando esse o grupo mais carente nas vias. Na sequência, aparecem os pedestres, que representam 21% dos óbitos, evidenciando também a fragilidade de quem circula a pé. Já os ocupantes de carros correspondem a 9% das mortes registradas.
Outros meios de transporte apresentam percentuais menores, como bicicletas (4%) e ônibus (1%), além de uma pequena cota de casos classificados como “não disponíveis”. Ao todo, foram registradas 12 mortes no momento analisado, sendo a maioria em regiões urbanas: 9 óbitos ocorreram em vias urbanas, enquanto 2 foram registrados em pistas.
O levantamento também destaca uma grande diferença em relação ao gênero das vítimas. Homens representam 85% das mortes no trânsito, enquanto mulheres correspondem a 15%. Entre elas, os maiores índices estão relacionados a atropelamentos (9%) e ocorrências com carros (4%).
Os números reforçam o alerta para a necessidade de políticas públicas mais eficazes de segurança viária, inclusive voltadas à proteção de motociclistas e pedestres, que juntos inteiram a maior parte das vítimas fatais.
Especialistas apontam que fatores como imprudência, alta velocidade e desrespeito às leis de trânsito continuam entre as principais causas de acidentes graves. A conscientização e a fiscalização são consideradas importantes para a redução desses índices.
Com informações de Noticias de Paulinia
