Na próxima sexta (21) celebramos o Dia Nacional da Homeopatia, uma especialidade médica com uma abordagem holística da saúde — avaliando as dimensões física, mental, social e cultural do pessoa.
A homeopatia faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde desde 2006, o que reforça seu papel no sistema público brasileiro.
A principal diferença entre a medicina alopática (convencional) e a homeopática está na forma de tratar. Enquanto a medicina convencional foca em aliviar os sintomas com o auxílio de remédios, a homeopatia busca desenvolver o próprio sistema de cura do paciente. A homeopatia age na “energia vital” do pessoa, enquanto a alopatia age na sua bioquímica.
Um olhar multifatorial para a doença é essencial: muitas vezes as duas práticas podem se complementar, conforme com as necessidades de cada pessoa.
No Brasil, muitas das queixas cuidadas através da homeopatia são relacionadas à saúde mental — como depressão e ansiedade — ou doenças crônicas dolorosas, como fibromialgia e enxaqueca. Entre crianças, existe crescente procura para tratar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Uma das características marcantes da homeopatia é o vínculo que se forma entre médico e paciente, uma vez que a abordagem é sempre integral: além de sintomas físicos, o profissional procura saber como o paciente está psiquicamente, ou seja, como está seu humor, memória, pensamentos, se está tudo bem no trabalho e em suas relações afetivas e familiares, entre outros aspectos.
Depois de uma anamnese aprofundada, o homeopata avalia os sintomas relatados e é baseado nesta análise que o remédio é prescrito, sempre com o objetivo de atuar sobre o sistema de defesa do paciente, nos casos de doenças agudas ou crônicas.
Cuidados para uso e conservação dos remédios
Em geral, os remédios precisam ser armazenados em ambiente protegido da luz, calor e umidade, a não ser que seja indicado armazenamento em geladeira (termolábeis). Também precisam ser mantidos em locais protegidos de insetos e roedores, e longe de alimentos, produtos químicos e de limpeza. E ainda, fora do alcance de crianças e dos animais de estimação.
A conservação e validade dos remédios homeopáticos deve ser indicada através da farmácia de manipulação que produziu os produtos. Não se deve jogar remédios na lixeira, pia ou no vaso sanitário, porque eles contaminam o meio ambiente. Todas as farmácias das unidades de saúde públicas municipais são pontos de arrecadação para o recebimento de remédios vencidos ou em desuso através da população.
Mais dicas:
- Siga as orientações da receita médica e do farmacêutico para tomar os remédios;
- Não compartilhe o remédio recebido com outras pessoas, ele está sendo receitado apenas para você;
- Em caso de ser atendido em outros estabelecimentos de saúde, lembre-se sempre de trazer sua receita e informar quais remédios utiliza, isso é importante para seu tratamento;
- Não interrompa o tratamento por motivo própria;
- Fique atento, caso apresente alguma reação indesejada como coceiras, mal estar ou qualquer outro sintoma quando começar o tratamento, procure o serviço de saúde para orientações;
- Evite consumir bebidas alcoólicas, pois pode haver interferência no efeito do remédio e prejudicar seu tratamento;
- Caso tenha alguma dificuldade no uso dos remédios, peça auxílio aos profissionais das unidades de saúde;
- Fique atento ao período informado através do farmacêutico para nova retirada de seus remédios.
Com informações de Noticias de Paulinia

