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A insatisfação é imensa entre os Servidores de Paulínia. Em assembleia geral realizada nesta segunda, dia, 3 de novembro, a categoria aprovou, por imensa maioria, a paralisação de todas as atividades no próximo dia 11 de novembro. A decisão é uma resposta direta ao desrespeito da Prefeitura às deliberações anteriores dos trabalhadores junto ao STSPMP e à forma antidemocrática como o Executivo tem conduzido as propostas de modificação nos Planos de Carreira. O clima é de indignação e a mobilização, total.
A ILEGITIMIDADE DO PROCESSO
O estopim para a medida extrema foi a publicação, no Diário Oficial do último dia 31 de outubro, de um projeto de lei que reformula a carreira do funcionalismo, atualmente em “consulta pública”. No entanto, longe de ser um canal legítimo de participação, o modelo imposto através da gestão é visto através da categoria como uma farsa, uma mera formalidade para cumprir exigências legais. A crítica central não se restringe somente ao conteúdo da proposta, considerado prejudicial, mas, inclusive, ao método adotado, que exclui os Servidores da construção real do texto.
DA INDIGNAÇÃO À AÇÃO
Diante do cenário de completo fechamento do diálogo por parte do Governo, os trabalhadores decidiram transformar a indignação em ação concreta. A assembleia do dia 3, que contou com intensa participação, não deixou margem para questionamentos: a Prefeitura esgotou a paciência da categoria. A paralisação do dia 11/11 é um recado claro de que os Servidores não aceitarão ser ignorados em um debate que define seu futuro e a qualidade dos serviços prestados à população.
O cerne do conflito vai além de pontos específicos da lei. O que está em jogo é um princípio: a participação efetiva. Não aceitaremos ser meros espectadores de uma proposta já pronta e hermética; ansiamos por contribuir desde a sua formação. A categoria exige sentar à mesa para, em conjunto com a Gestão, construir um Plano de Cargos e Salários que seja justo, moderno e que valorize o Servidor – condição essencial para a excelência do serviço público municipal.
O dia 11 de novembro programará, portanto, não somente uma paralisação, mas um dia de luta através da democracia no local de trabalho. A paralisação é um instrumento legítimo para forçar o retorno ao diálogo respeitoso. O STSPMP convoca toda a categoria! A mensagem é clara: qualquer mudança que afete os trabalhadores deve contar com os trabalhadores. Acompanhe nossas publicações que difundiremos o cronograma de ações para o dia da paralisação.
A luta continua!
Fonte: stspmp
