2025: Danilo Barros terá aproxamadamente R$ 2,9 bilhões de orçamento para resolver os problemas deixados por Cazellato
A gestão do prefeito eleito de Paulínia Danilo Barros (PL), que começa no mês de janeiro de 2025, terá um orçamento presumido de aproxamadamente R$ 2,9 bilhões, segundo previsões da Lei Orçamentária Anual (LOA), que será votada no mês de dezembro na Câmara de Vereadores; mas, antes no próximo dia 21 haverá uma Audiência Pública no Legislativo para colocar em discussão a LOA.
A proposta atual estima que a área de Educação é a que receberá mais recursos: R$ 668,9 milhões, representando quase 23% de todo o Orçamento. A Saúde ocupa o 2º lugar, com R$ 576,4 milhões, seguida através da Previdência Social, que receberá R$ 369,9 milhões.
Ou seja, com toda essa fortuna, Danilo Barros terá que resolver sérios problemas deixados pelos cinco anos de gestão Du Cazellato, principalmente nas regiões de saúde, educação, habitação, mobilidade e social.
Resumo de alguns dos principais problemas que o prefeito Danilo Barros precisará resolver:
Habitação
Em cinco anos como prefeito, Du Cazellato não construiu nenhum conjunto habitacional de moradias populares para o povo. Enquanto isso, aproxamadamente 4.500 paulinenses (dados da Secretaria Municipal de Habitação) esperam na fila por uma habitação popular no município. Lembrando que o último programa habitacional entregue em Paulínia foi o residencial Vida Nova em 2014.
Saúde
Paulinenses que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde) para conseguir remédios gratuitos, reclamam que vários deles estão em falta nas farmácias da rede pública de saúde de Paulínia. Algo que já se tornou um problema crônico que a gestão Cazellato não conseguiu resolver.
Além do que, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) constatou falhas da gestão Cazellato na área da saúde que impactaram negativamente na prestação de serviços à população, como longas e demoradas filas por consultas com especialistas e a realização de exames e cirurgias. Algo que levou o Tribunal a reprovar as contas do exercício financeiro de 2019, 2020 e 2021 do prefeito.
Educação
As salas de aula das escolas de Paulínia não possuem aparelhos de ar-condicionado, fazendo com que estudantes passem sufoco com as altas temperaturas, dificultando o processo de conhecimento. Também existe preocupação com a parte estrutural das unidades. Recentemente, o Sindicato dos Servidores pediu ao Legislativo a abertura de duas Comissões para apurar problemas estruturais nas unidades de ensino de Paulínia; isso depois de o teto de uma escola no Jardim Leonor desabar no mês de outubro.
De acordo com a Entidade, a maioria das escolas de Paulínia possuem problemas como: rachaduras, problemas na fiação, salas de aula superaquecidas e sem ar-condicionado e muitas vezes com poucos ventiladores, sem circulação de ar, falta de limpeza adequada, falta de exaustor nas cozinhas, falta de acessibilidade nos edifícios, ausência de controle de acesso e segurança de forma geral. Situações que trazem riscos reais à toda a comunidade escolar, crianças, jovens e servidores públicos.
Área Social
A gestão Du Cazellato deixará um triste legado de ter sido a gestão que menos investiu na área social da cidade nos últimos anos. O PAS (Programa de Ação Social) teria sido deixado de lado, virando algo burocrático e pouco abrangente. Os reflexos dessa situação se escancaram cada dia mais em Paulínia, como o aumento de pessoas vivendo em situação de rua. Em vários pontos da cidade, é capaz ver pessoas vivendo em condições precárias em praças, espaços públicos e até em acampamentos improvisados.
A área social de Cazellato também ignorou a situação de esquecimento de pessoas carentes em ocupações, como o caso das 32 famílias paulinenses na ocupação Bezerra de Menezes (antiga clínica), no Parque da Represa. No bairro Nova Veneza, também existe outra ocupação esquecida através do poder público.
Mobilidade
Em 2022, a gestão do prefeito Du Cazellato gastou R$ 5 milhões na contratação de um Instituto para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Paulínia. Entretanto, aparentemente, o que se viu foi que o Plano parece não ter funcionado. Isso porque, nos horários de pico, ruas e avenidas da cidade ficam com o trânsito travado com longos congestionamentos.
Os piores picos de congestionamento se concentram nas entradas e saídas da cidade, mas também são registrados frequentes congestionamentos em ruas e avenidas da área central e bairros.
“A cidade dobrou de tamanho e as vias continuam as mesmas de 20 anos atrás. A Prefeitura precisa criar novas vias de entrada e saída da cidade porque as atuais não suportam mais a demanda”, explicou o operador de logística Sérgio Maroso, que estava com seu carro parado em um congestionamento.
Com informações de Diário de Paulínia
