Carolina Alvarez
Com a presença de autoridades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanas), assinou, nesta quarta-feira (29) na Estação Cultura, a autorização de concessão do Trem Intercidades (TIC) que vai ligar Campinas a São Paulo. Segundo o governo do Estado, a linha ferroviária deve iniciar as operações a partir de 2031. O documento oficializou o contrato entre a Secretaria do Estado de Parcerias e Investimentos (SPI) e o consórcio vencedor, C2 Mobilidade sobre Trilhos – o único a apresentar uma proposta -, composto pela empresa chinesa CRRC e a brasileira Comporte.
Segundo o secretário da pasta, Diego Domingues, o investimento de R$ 14,2 bilhões vai beneficiar pessoas de 11 cidades das regiões de São Paulo, Jundiaí e Campinas. “Nós vamos desafogar o trânsito do sistema Anhanguera/ Bandeirantes, além de diminuir a emissão de dióxido de carbono. Vai gerar impactos positivos para quem vai trabalhar, estudar ou mesmo fazer turismo. As pessoas vão gastar menos tempo em trânsito e ter mais momentos com a família”.
Para o presidente da CRRC, Sun Yongcai, este é um momento histórico para o desenvolvimento da região. “Esta antiga estação ferroviária está prestes a ganhar uma vida nova. Marca a era da unificação entre as cidades. Para nós o projeto é referência que fortalece a cooperação econômica entre China e Brasil”. O Cônsul Geral da China no Brasil, Yu Peng, ressaltou a importância da movimentação econômica como impacto da operação do modal. “Além de oferecermos uma solução ecológica de mobilidade pública, ainda vamos gerar muitos empregos e movimentar a economia”, afirmou.
Em seu discurso, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) agradeceu ao governo do Estado e classificou a assinatura do contrato como um “dos maiores presentes da cidade” que está prestes a completar 250 anos. Ele comentou ainda sobre a proposta recentemente anunciada, que prevê o investimento de R$ 2,6 bilhões pelo Estado para a ativação de dois ramais ferroviários de VLT, um ligando a cidade a Sumaré e Hortolândia e, outra, a Viracopos. O projeto está em estudos, ainda sem uma previsão.

O TIC tem o tempo de viagem estimado em 1 hora e 4 minutos, até a capital paulista. Apesar de o equipamento ter capacidade de operar numa velocidade acima de 160 km/h, em Campinas, a velocidade média será de 120 km/h. “Nós temos que considerar as limitações geométricas e de percurso. É preciso um estudo para estipular a velocidade desenvolvida na região urbana das cidades envolvidas e na parada em Jundiaí”, explicou Tarcísio de Freitas, que ainda falou em deixar um legado. “Hoje deixamos um legado importante. As grandes cidades nasceram às margens dos trilhos. Por isso estamos fazendo um esforço para retomar o transporte ferroviário de passageiros”.
Além do serviço expresso, o C2 Mobilidade sobre Trilhos, ainda vai operar um Trem Intermetropolitano (TIM) para atender passageiros em Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos.
